Cotidiano

Senta aqui

24 de março de 2018

Pode ser bonita a poesia que exala
Cheirando a suor, sexo e calor
Desejando que a minha alma e a sua água se fundam
Assim como nossos desejos mais íntimos acabaram de se expor

Eu estou falando da entrega e da união de corpos
Só dois? Não disse apenas
Para que limitar a números pares de ossos
A energia se dividindo em escalas pequenas?

Marcado de cansaço, esse é o nosso pequeno infinito
Que dura alguns anos ou quase uma hora
Pois me deito nessa cama molhada
E, longe de mim, ser tomada pelo desejo de ir embora

Além de você, veja o que eu desejo
São mais quatro coisas além do seu beijo

Quero que suas nádegas encostem nessa cadeira
Que arda em chamas a sua mão
Que suas costas se esfreguem na parede
E os nossos joelhos se finquem no colchão

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