Cotidiano

A história da dança: uma arte primitiva Saiba como a prática de dançar surgiu e se tornou uma das sete artes

18 de abril de 2018

Antes de chegar ao nosso corpo, a dança tinha forma de mulher e nome Thotus. Responsável por unificar o Baixo e o Alto Egito, ela já foi personificada pela mesma deusa que guardava os céus, o amor, a alegria e o vinho. Será que por acaso?

Na pré-história, o homem primitivo dançava para a natureza: atrair a chuva, favorecer as caçadas e pescas, encontrar água e alimentos. A dança também servia como agradecimento ao universo.

No Egito, as danças tinham finalidades ritualística. Dançava-se em casamentos, marcos de passagens e rituais. Aqui, ela tomou forma do sagrado.

Mesmo na Grécia, templo do conhecimento e da sabedoria, um filósofo chamado Sócrates chamava-a de formadora de cidadãos. Neste país, a dança era usada como instrumento para atingir a perfeição corporal. Uma atividade física consagrada até os dias de hoje. 

Viajando pela Europa, foi reconhecida em pinturas rupestres que marcavam movimentos coletivos em cavernas da Espanha e da França. Mas, não apenas nas paredes, a dança foi encontrada, inclusive, no livro mais lido em todo o mundo: “A profetisa Maria, irmã de Aarão, pegou tamborim, e todas as mulheres a seguiram com tamborins, formando coros de dança. E Maria entoava: ‘Cantem a Javé, pois sua vitória é sublime: ele atirou no mar carros e cavalos’”. (Êxodos 15, 19-21)

Mas passou de celebração à “loucura lasciva” e “negócio do diabo” naquela que ficou conhecida como Idade das Trevas e voltou ao lugar a que pertence quando a luz renasceu para a cultura, as artes e os sentimentos da alma.

Retornou à Europa com o nome de ballet na primeira escola de dança do mundo, a Académie Royale de Danse, no Louvre. Desde então, passou por anos de adaptações até chegar ao que é hoje: a mais pura expressão do ser. 

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