João Rock 2018
Opinião

Fora Temer, reggae e rock

11 de junho de 2018

Por Victória Rangel

Raimundos, Pitty, Caetano Veloso, Planet Hemp e Gilberto Gil. Essas foram algumas das 24 atrações que compuseram o festival João Rock 2018. Em sua  17ª  edição, o evento surpreendeu pela organização com seus palets para descanso, food trucks bem distribuídos e chopp original de Ribeirão Preto, a cidade em que aconteceu o evento.

Mas a tão conhecida fila para troca de dinheiro por palheta, a moeda oficial do festival, não mudou muito em tamanho e tempo de espera. Outra coisa que não surpreendeu foi a quantidade de isqueiros que os espectadores tinham para acender e iluminar, com pequenos focos de luz, a multidão de 60 mil pessoas que passaram por lá. Com músicas de temática de apologia à legalização da maconha, inúmeras foram as bandas que puxaram o tão esperado “Fora Temer” no meio de seus discursos. O incentivo às discussões sobre gênero e racismo também aconteceu de maneira ferrenha, levando ao ar muitos gritos de aprovação pela atitude dos cantores de levantar problemáticas mais que necessárias.

Os shows esperados começaram pontualmente e as novidades não foram poucas. Nesse ano, tivemos o palco Red Bull Music, que trouxe ainda mais espaço para divulgação de bandas universitárias. Também foi imprescindível o palco Brasil que, em homenagem aos 50 anos de Tropicália, levou Gilberto Gil, Caetano Veloso e suas respectivas famílias a cantar clássicos da MPB em um palco bonito. De estética genial, mas com pouca funcionalidade, entretanto, os telões desse palco seguiam o formato da bandeira do Brasil, mas mal conseguiam privilegiar a imagem de mais de um cantor presente no palco, deixando alguns espectadores, que não conseguiam enxergar o palco, na penumbra.

No total, foram 24 shows, que terminaram por volta de 1:30 da madrugada de domingo. Com eles, pudemos acompanhar a evolução das bandas que tocaram no festival, como Supercombo, que começou sua história João Rock no palco fortalecendo a cena e terminou 2018 no palco principal do evento.

Espaço para diversas performances, o João Rock  teve pista de skate, balão de ar e até um tipo de paraquedas inusitado, que permitia aos pagantes sobrevoar os shows. Nada mal para o maior festival nacional de rock que não só trouxe este último gênero, como também reggae, rap e samba para esquentar a noite dos ouvintes.

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