A influência das fake news nas campanhas de vacinação
Reportagens

A influência das fake news nas campanhas de vacinação

25 de julho de 2018

Por Victória Rangel e Gabrielli Silva

Neste ano, planos governamentais estão sendo estudados para o combate às fake news veiculadas durante o período de eleições no Brasil, que acontecerão em outubro. Mas porque essa políticas devem ser aplicadas, como afirmam veementemente os esforços públicos para combater essa ameaça das “falsas notícias”?

A Revolta da vacina

Em 1904, uma campanha a favor da vacinação contra a varíola sofreu represálias de uma população humilde que teve baixo ou nenhum contato com a alfabetização. Se negando a receber os agentes sanitários em suas casas para aplicar o medicamento ou, até, vandalizando prédios públicos, essa famílias foram contidas pela polícia. A campanha retornou e a epidemia de varíola erradicada.

Hoje, há cerca de seis meses, temos sido surpreendidos pela intensidade com que veículos midiáticos, alternativos e convencionais, estão falando sobre vacinação. Em seu discurso, inclusive o Governo está enfatizando a importância de se ter a carteira de vacinação em dia. Tudo isso porque muitos pais, influenciados por boatos aos quais tiveram contato por redes sociais, estão deixando de vacinar seus filhos. Agora, novos casos de sarampo atingem os brasileiros e nativos de países vizinhos das Américas, uma doença que havia sido erradicada em 2016.

O nome ‘chique’ para os boatos

Fake news é o termo em inglês utilizado para se referir à notícias falsas. O termo popularizou-se durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos, em que concorriam Hilary Clinton e o atual presidente norte-americano Donald Trump. De acordo com o jornal Nexo, cerca de 65 milhões de eleitores dos EUA “leram ao menos um texto em sites de fake news durante a campanha eleitoral de 2016”.

As notícias falsas consistem em boatos e desinformação circulados por meio impresso, rádio, televisão e o mais comum: redes sociais. O whatsapp é o grande alvo para espalhar os boatos entre as pessoas.
Mas elas não existem há pouco tempo. Na cultura de disseminação de informações, as fake news já são anciãs – no evento francês Exposition Universelle de Paris de 1855, um fotógrafo alemão comprovou que fotografias podiam ser modificadas já em seus negativos.

As consequências

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 2 a 3 milhões de mortes são evitadas ao ano em virtude das vacinações obrigatórias. O que será que pode acontecer se essa forma de prevenção continuar sendo evitada por grupos de pessoas convencidas pelas fake news que chegam às suas casas pelo Whatsapp?

Precisamos reconhecer, por nós mesmos, usando bom-senso e algumas dicas, como não cair nessas pegadinhas de nome bonito, que parecem novas, mas estão em nossas bocas há quase 5 séculos.

Confira as pistas para não ser vítima das notícias falsas:

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