Opinião

6 filmes de terror dirigidos por mulheres

27 de agosto de 2018

Por Hanna Queiroz

A representatividade feminina é necessária em todos os lugares. Nós acreditamos que as mulheres devem ter espaço aonde existir espaço. Esse assunto ainda precisa ser muito discutido, já que a participação das mulheres na direção de filmes hollywoodianos corresponde apenas a 4% do total de diretores. Não é a toa que o movimento de atrizes e mulheres da cena audiovisual se fortaleceu mais ainda com as exposições de assédios, e a luta por direitos iguais é publicamente ativa nas premiações.

Confira aqui algumas obras do mundo do terror dirigidas por mulheres.

O Babadook (2014)

Foto: Reprodução

Na direção da australiana Jennifer Kent, Babadook divide o público entre aqueles que amam e aqueles que odeiam. Mas, pra mim, o filme pode ser resumido em uma palavra: agoniante. O longa conta a história de Amelia, mulher que mora sozinha com seu filho, Samuel, que nasceu coincidentemente no mesmo dia da morte do pai. Essa perda desenvolve graves consequências na vida da família. Babadook é o nome do personagem de um livro misterioso que aparece dentro da casa. Entretanto, existe a analogia de que o Babadook é a personificação da depressão que a mulher tinha. É intenso e o final é surpreendente.

Cemitério Maldito (1989)

Foto: Reprodução

Cemitério Maldito, ou Pet Sematary, é um clássico do terror. Não é a toa que os Ramones fizeram uma música intitulada com o nome original do filme. O longa conta a história de uma família que se muda para outra cidade, alugando uma casa que fica bem na frente de um estranho cemitério de animais. Baseado no livro de Stephen King, e na direção de Mary Lambert, o que eu mais amo na história é o fato da maldição não ser nada clichê. O que mais assustam são um animal e um bebê – pouco comum. É impossível parar de assistir, já que toda a trama é muito bem construída.

XX (2017)

Foto: Reprodução

XX é uma antologia americana construída por quatro curtas dirigidos por mulheres. São eles A Caixa (Jovanka Vuckovic), A Festa de Aniversário (Annie Clark), Não Caia (Roxanne Benjamin) e Seu Filho Único (Karyn Kusama). Num pique American Horror Story, com um tema de abertura assustador, XX permite interpretações bem subjetivas. Não vá esperando que você vai entender tudo de todas as histórias. O meu preferido é o primeiro, A Caixa, que trabalha muito mais com o suspense.

Raw (2016)

Foto: Reprodução

Esse filme é pra quem tem estômago forte. Sério. Nunca senti uma repulsa tão grande ao mesmo tempo em que não conseguia parar de assistir. Raw é dirigido por Julia Ducournau e é um filme francês. Conta a história de Justine, uma jovem vegetariana que acabou de ingressar na universidade de veterinária e, como parte do trote que os veteranos prepararam, ela se vê obrigada a comer um rim de coelho. É aí que se inicia o problema: a menina começa a sentir vontade de comer carne humana. Bem explícito e absurdo em alguns momentos, o fim é sensacional. Vale a pena pra quem quiser arriscar.

O Convite (2015)

Foto: Reprodução

Muito suspense. Tensão. Terror psicológico. The Invitation é dirigido por Karyn Kusama se passa na casa na ex-mulher do personagem principal do filme, que vai até lá para uma reunião de amigos que não se viam há 2 anos. Sem entender muito bem o contexto daquilo tudo, nossas perguntas vão sendo respondidas aos poucos. A sensação de que algo ali está errado nos acompanha desde o primeiro minuto do filme até a revelação da surpresa. E aí finalmente começa a ação e ficamos sem fôlego. Minha dica é: não desistam do começo parado. Vai valer a pena.

As Boas Maneiras (2017)

Foto: Reprodução

Esse filme me surpreendeu de tantas maneiras que nem sei como expressar em palavras. É a única produção nacional dessa lista, dirigida por Juliana Rojas e Marco Dutra. As Boas Maneiras começa com Ana, uma mulher solteira e solitária que vive em São Paulo. Ela está grávida e procura uma babá para cuidar em tempo integral de seu filho. Ao contratar Clara, que se muda para sua casa antes do nascimento do bebê, coisas estranhas começam a acontecer. Sonambulismo e desejos estranhos por carne crua começam a atormentar Ana. O longa também não explica muita coisa, afinal o suspense é criado a partir de coisas que não sabemos, né?

 

 

 

 

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