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O futuro é feminino: a Era das super-heroínas

2 de setembro de 2018

Por Ana Laura Ferreira 

Desde a década de 1970 as histórias de super-heróis ganham cada vez mais fãs e, com a chegada da Era Marvel nos cinemas, esse universo imaginário anulou qualquer fronteira que o impedisse de ser um dos maiores e mais lucrativos produtos da indústria cultural.

Com a sua popularização, os quatridos tiveram que rever seus personagens, levando em consideração a representatividade. Ao pensar em super-heróis, o Superman é o principal ponto de referência e, sendo ele um homem, branco e de classe média alta, representa uma parte muito pequena da população mundial.

No casos das mulheres não é diferente. Além de quase não termos personagens negras, indígenas, muçulmanas – ou de qualquer outra etnia que não seja branca – elas ainda enfrentam outro estereótipo: a super sexualização.

No ano de 2010 tivemos a primeira super-heroína do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) representada nas telas do cinema. A Viúva Negra (Scarlett Johansson) assumia naquele momento o título de primeira vingadora. Mas apesar de sua importância, ela não teve tempo, nem oportunidade, de mostrar porque merece esse título, sendo
apenas mais “um rostinho bonito” em Homem de Ferro 2.

A sexualização da personagem Viúva Negra em sua primeira aparição nos Vingadores. Foto: divulgação.

Porém, os tempos mudaram e, enfim, as produtoras perceberam que o público feminino gosta sim de super-heróis e mais ainda de super-heroínas. O grande símbolo dessa nova fase é o filme dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot. Estamos falando de Mulher Maravilha (2017). O longa pode ser considerado revolucionário, afinal, ele não conta só com uma mulher empoderada mas com centenas delas. As amazonas, grandes guerreiras da mitologia grega, roubam a cena mostrando suas habilidades em combate e provam, de uma vez por todas, que gênero não é sinônimo de competência.

Desde então, estamos sendo cada vez melhor representadas, como guerreiras, super-heroínas e até mesmo como vilãs. E, apesar de a grande mudança ter sido iniciada pela DC, hoje a Marvel é quem lidera o ranking da representatividade com as Dora Milaje, a Valquíria (Tessa Thompson), a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), a Hela (Cate Blanchett), entre muitas outras.

Atenção: SPOILER

Em “Vingadores: Guerra Infinita” atingimos o clímax quando a primeira vingadora, tão estereotipada anos atrás, diz, com todas as letras, que “ELA NÃO ESTÁ SOZINHA” e não podemos esquecer que, quando tudo dá errado, quem é
chamada para enfrentar Thanos é a Capitã Marvel (Brie Larson). Nas palavras do próprio presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, “Futuramente, mais da metade desse grupo [Os Vingadores] será composto por mulheres”.

Então, já que o futuro é feminino, prepare-se assistindo esses filmes e séries:

● Mulher Maravilha (2017)
● Vingadores: Guerra Infinita (2018)
● Pantera Negra (2018)
● Homem-Formiga e Vespa (2018)
● Thor: Ragnarok (2017)
● Supergirl (Desde 2015)
● A Mulher Maravilha (1975-1979)
● Jessica Jones (Desde 2015)
● Agente Carter (2015-2016)
● X-Men: Apocalipse (2016)

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