Cotidiano

Um relato de esperança em tempos difíceis

31 de outubro de 2018

Por Gabrielli Silva

Me lembro de gostar muito de desenhar corações desde pequena, é algo que se tornou um hábito. Eu estava distraída, desenhava um coração, estava prestando atenção na aula, desenhava um coração, meus cadernos de escola eram cheios de corações espalhados pelas folhas.

Não me lembro quando eu descobri que o coração que eu desenhava não era o mesmo que eu carregava no peito, mas isso nunca fez diferença, ele continuava tendo a mesma importância para mim.
Minha segunda tatuagem foi um coração, ouvi várias vezes o quanto ela combinava comigo, mesmo sem nem ao certo saber o motivo de ter feito aquele símbolo no braço.

Foi então que eu entendi que aqueles pequenos corações, que eu desenhava nos cantos das folhas, nunca representaram o órgão que bate aqui dentro e me dá vida. Eles representavam o que realmente me faz sentir viva: o amor. Aquele símbolo nunca foi um órgão e sim um sentimento.

Eu tive o privilégio de ser criada com muito amor e não aprendi a viver de outra maneira. Tudo o que eu faço precisa ser com amor, eu sou amor e não sei ser diferente disso.

Em tempos difíceis, em meio a tanto ódio, eu vejo esperança nas pessoas que amo e, assim, renovo minhas forças. Não importa quanto ódio eles espalhem, eu vou continuar sendo e disseminando amor.

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