FOTO: Charles Sykes Invision Ap
holofotes

A realeza poética de Lorde A cantora estará de volta ao Brasil para apresentação no Festival Popload 2018

7 de novembro de 2018

Por Vitor Evangelista

‘It feels so scary, getting old’ (é tão assustador envelhecer). Quando Lorde surgiu no mercado, com 16 anos e um talento que dobrava a esquina, cantando inseguranças e receios da vida adulta, encantou quem quer que ouvisse a melodia doce que arrasa sentimentos.

A neozelandesa nasceu dia 7 de novembro de 1996 e compõe desde pequena. Lorde costumava escrever contos até que decidiu migrar para canções e encontrou ali sua verdadeira vocação. Ela escolheu seu nome artístico por fascínio à realeza britânica e, achando o título ‘lord’ muito masculino, adicionou um ‘e’ no final.

Melodrama

A cantora é dona de dois álbuns aclamados por crítica especializada e público. Pure Heroine foi o debut da jovem, em que emplacou três singles: Royals (levou 2 Grammys com esse), Team e Tennis Court. Seu segundo álbum de estúdio, Melodrama, possui 1 single até o momento: Green Light. Mas a canção Perfect Places também ganhou um clipe.

Além de tudo, Melodrama é um dos álbuns femininos mais bem avaliados no agregador Metacritic, somando sólidos 91 pontos numa escala que vai até cem. Acabou sendo, também, um dos CDs mais elogiados do ano e entrando em todas as listas de destaques musicais de 2017.

Lorde também ostenta a canção Yellow Flicker Beat, carro-chefe da trilha sonora do terceiro filme da franquia Jogos Vorazes, A Esperança – Parte 1.

Capa do álbum Melodrama
“If being afraid is a crime/ We hang side by side/ At the swingin’ party down the line” (se ter medo é um crime/nós ficamos lado a lado/perdemos a linha na festa dançante/Capa do álbum Melodrama

Melodrama chegou às prateleiras na metade de 2017 e trouxe Lorde de volta aos holofotes, que demorou quase quatro anos para finalizar o álbum, passando um tempo em reclusão para compor e gravar as onze faixas do CD.

Lorde, também, revisita músicas e dá continuações a elas. Sober e Liability, são as duas canções que ganharam ‘sequências’ dentro do próprio Melodrama. Com essas produções, a cantora continua sua jornada emocional e conta mais detalhe, aproximando os fãs da tempestade que ronda sua mente e do fogo descontrolado na floresta que aquece suas melodias.

Uma de suas inspirações do álbum novo foi o término com o fotógrafo James Lowe, com quem manteve um longo relacionamento. Lorde não se envergonha ou se acanha ao cantar, para o ex, a ótima Hard Feelings evidencia a falta que a cantora sente do garoto. Numa das canções mais poderosas do CD, Lorde entoa ‘Three years, loved you every single day, made me weak, It was real for me, yup, real for me’ que, em tradução livre, quer dizer “três anos, amei você a cada dia, me deixou fraca, foi real para mim, yup, real para mim”

Sucesso pessoal

Talvez seja sua vulnerabilidade que cative tanto o público e os críticos, talvez seja a aura poética que a cantora deixa a mercê em canções mais intensas como Liability (Reprise) ou Writer in the Dark, um fato é inegável: o talento de Lorde é algo que veio para ficar. Quando a jovem se compara com uma obra de arte em The Louvre, quando reconhece seus defeitos de pele em Team ou, até mesmo, tentando superar um coração partido na farra da balada de Green Light, Lorde nunca decepciona.

Lorde FOTO: reprodução/Twitter
FOTO: reprodução/Twitter

No próximo 15 de novembro ela retorna ao Brasil em apresentação única no Festival Popload 2018, com a Melodrama Tour. Nos preparos para o show, deixo em anexo minha playlist pessoal de músicas da cantora.

 

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