dia da saudade
Cotidiano

Saudade, vamos conversar Hoje, dia 30 de janeiro, celebra-se o Dia da Saudade.

30 de janeiro de 2019

Por Gabrielli Silva

Não me lembro quando foi a primeira vez que senti saudade e nem quando eu descobri que ela poderia doer, mas já faz algum tempo que eu convivo com ela. Eu sinto saudade da casa em que cresci, do espaço em si e dos momentos que vivi ali. Sinto saudade da minha infância e da inocência que eu costumava ter.

Às vezes, mesmo em meio a tanta alegria, eu sinto saudade, de momentos que não voltam mais, sinto saudade de pessoas que se foram e, infelizmente, não voltam mais. O tempo e a saudade já foram meus inimigos, porque sempre fui meio nostálgica e gostava do passado, mas às vezes me apegava tanto as lembranças e à saudade, que me esquecia de viver o presente.

Depois de tanto tempo juntas, eu e a saudade acabamos nos tornando inseparáveis. Ela é daqueles amigos meio inconvenientes, que sempre chegam sem avisar e deixam uma bagunça antes de partir. Às vezes, ela me faz chorar, mas também me faz companhia. Ela também me traz de presente lembranças que eu já tinha esquecido. E, como toda boa amiga, às vezes, nos momentos ruins, ela é tudo o que me resta.

dia da saudade

 

Por Giovana Gomes

A saudade não dá aviso prévio, mas isso acho que você já sabe. Aparece em uma noite tranquila ou em uma tarde nublada. E não tem muito como fugir. Ela pode vir de diversas maneiras: em forma de nostalgia amena ou na mais dolorosa sensação que uma pessoa é capaz de ter.

Eu e a saudade somos amigas íntimas, mas ela é popular, todo mundo a conhece. Às vezes, ela é muito cruel, transforma uma memória do passado em um peso gigantesco. É porque ela queria que a gente voltasse pra lá de vez em quando. Desculpa, saudade. Eu também queria.

É, eu tenho saudade de quando eu lembrava da voz do meu pai. Dos detalhes do cheiro da minha avó e de sua casa. Do calor do abraço da minha cachorra… Eu acho que, pior do que a saudade em si, é ter essas lembranças meio que arrancadas da gente. Ok, estou sendo um pouco injusta, ela pode ser boa também. Nos faz entender o valor dos instantes, a beleza da nossa história e o poder do tempo.

Eu adoraria homenageá-la sem soar tão triste, e, veja, estou tentando. Assim como tento diariamente não ter raiva dela. Convenhamos, não é simples. Essa coisa de sentir falta, viu, já me fez andar em círculos pela sala de casa, assim como me fez mandar cartas singelas.

Mas hoje vou celebrar, agradecendo por quem me tornei através dela. Ela foi uma das protagonistas da minha construção e me fez mergulhar em mim mesma quando fugir parecia mais fácil. Eu sou quem sou muito por conta das horas e horas que fiquei sentindo saudade, enquanto olhava para a janela, para a parede, para o álbum de fotos, para a banana amassada com aveia que tem gostinho de infância. Saudade, você faz parte de mim como mais nenhum sentimento faz, e você é única. Vamos juntas?

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