Impedimento

Entenda a Crise no São Paulo

19 de fevereiro de 2019

Após a contratação de Hernanes, a torcida são paulina se demonstrou bem animada com a equipe, afinal, além do meia, foram realizadas outras boas contratações como de Pablo, ex-Atlético PR e também do goleiro Thiago Volpi.

Uma estreia empolgante no campeonato paulista fez os torcedores acreditarem ainda mais que 2019 poderia ser o ano do Tricolor Paulista.

A animação durou pouco: logo, duras derrotas passaram a assombrar a equipe paulista. O técnico André Jardine tentava a todo custo levantar o time, porém sem sucesso. A sucessão de derrotas foi inevitável, mas ainda havia uma esperança para o torcedor: a Copa Libertadores da América.

Com a quinta posição no Campeonato Brasileiro de 2018, o São Paulo se classificou para a pré-libertadores e, após sorteio, ficou decidido que enfrentaria o Talleres, de Córdoba.

Cuca/Reprodução Twitter Oficial do Time

Cair nessa fase do torneio era algo inadmissível, uma vez que os únicos brasileiros a conseguirem o feito foram o maior rival Corinthians, em 2011 e a Chapecoense, em 2018.

Mas, como já era de se imaginar, a equipe comandada por Jardine perdeu a partida de ida por 2-0 em Córdoba. A situação gerou revolta: um grupo de torcedores da maior torcida organizada do clube partiu em direção ao centro de treinamento para protestar. O momento era crítico e, se não quisesse passar por um grande vexame, o Tricolor Paulista deveria ganhar por uma diferença de 2 gols no mínimo e levar a partida para os pênaltis.

Apoiadores comuns cobravam uma reação da Organizada e a acusava de apoio ao atual presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ao mesmo tempo, a Torcida Independente se defendia e chamava o restante para ajudar nos protestos.

Uma pressão foi feita e os jogadores se propuseram a melhorar.  

A volta da Libertadores contou com todo o apoio necessário, os jogadores foram bem recepcionados, tiveram a casa cheia e, mais uma vez, deixaram a desejar – um amargo empate em 0-0 e um péssimo jogo eliminaram o time da competição que mais empolgava sua torcida. Situação que muitos chamaram de o maior vexame de sua história.

A crise que estava surgindo eclodiu e a paciência acabou. No mesmo dia, após a derrota, boa parte dos torcedores se encaminhou ao portão do estádio, gritando palavras de xingamento, assim como canções contra Presidente, Jogadores e Comissão Técnica.

A crise só aumentou quando o time perdeu para o seu maior rival, Corinthians, no domingo (17), alguns dias após sua eliminação precoce da Libertadores.

Nesse meio tempo, Jardine já havia perdido seu cargo, a contratação de Cuca como novo comandante era discutida e o cenário era o pior possível.

Em 2019, o São Paulo completa 7 anos sem título, o último foi a Copa Sul-Americana de 2012. Todo esse hiato de troféus é resultado de uma sequência de má gestão e de uma briga política que ultrapassa as quatro linhas, mas que afeta diretamente quem está ali dentro de campo e nos arredores: jogadores e torcida.

Apesar de os atletas que receberem um salario considerável, também têm uma parcela da culpa, uma vez que não apresentam um bom futebol e acabam deixando a desejar. Até Hernanes, o queridinho, não vem fazendo boas partidas.

O que restou para o Tricolor Paulista? A recuperação no Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Vamos ver se esses protestos foram eficientes para algo, ou se a fase crítica seguirá no clube pelos próximos anos.

 

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