Impedimento

30 minutos Gabriella Brizotti relata sua primeira vez em um programa de TV ao vivo

24 de abril de 2019

Por Gabriella Brizotti

Às vezes acontecem coisas na nossa vida que não estamos planejando, que nos pegam de surpresa e nos obrigam a ir no susto, mas eu costumo pensar que quando isso acontece é algo de muito crescimento, pois aprendemos a lidar com o frio na barriga e o improviso, e foi isso que aconteceu na última segunda-feira (22).

Desde muito pequena eu sempre deixei claro minha paixão pelo jornalismo e a grande vontade de me tornar repórter. De início a vontade era trabalhar na redação, pelos bastidores da notícia, mas conforme cresci o gosto foi mudando e cá estou eu hoje, apaixonada pelas câmeras e tudo que envolve a produção de um programa televisivo.

Em quatro anos de graduação, já tive meus momentos de rádio, de impresso, mas sem dúvida nenhuma foi a televisão que me cativou.

Toda essa explicação para chegar em um ponto, que explicarei abaixo. Na segunda-feira, dia 22 de abril de 2019, eu estava tranquila em casa, da mesma maneira que eu ficava todos os dias, era semana de feriado, então as obrigações estavam um pouco de lado. Meu telefone tocou, era meu pai “Filha bom dia, está livre as 17hrs? Meu amigo que trabalha na TV perguntou se você não quer conhecer os bastidores do programa esportivo que gravam lá”, eu de pronto aceitei. Jornalismo esportivo sempre foi uma grande paixão, e ter a oportunidade de conhecer o lado escondido da televisão me instigou muito.

As 17hrs estava pronta, meu pai e uma amiga me buscaram e fomos em direção ao estúdio da TV Premium, no carro fui informada que além de conhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais na área, eu iria entrar ao vivo e ser entrevistada pelos jornalistas.

Meia hora

Faltavam apenas 30 minutos para o início do programa, e nesses minutos que faltavam eu tinha que me preparar e entrar em cena.

O desespero bateu, afinal eu nunca havia participado de nada ao vivo, toda minha experiência com televisão se baseava no que eu tinha aprendido na faculdade e também eu não estava arrumada decentemente para aparecer na rede aberta de TV.

Paramos o carro próximo a uma loja de roupas e comprei uma blusa e um shorts apresentáveis; saí da loja já vestida e pronta para ir ao ar. Faltavam apenas 15 minutos quando eu cheguei ao estúdio. Os profissionais ali, sempre brincavam entre eles. O assunto do programa seria a final do Campeonato Paulista, então as piadas com o Tricolor Paulista eram já manjadas. Ao me verem no estúdio, logo me fizeram várias perguntas como: o que estuda? Onde? Qual área você prefere do jornalismo? E dentre inúmeros questionamentos, o produtor avisou que o em 10 segundos estaríamos ao vivo.

Eu só iria aparecer no terceiro bloco de programa, mas a ansiedade gritava dentro de mim. O programa foi passando, a interação pelo facebook com os espectadores era enorme. Nem vi o tempo passar e de repente o terceiro bloco do programa chegou. Me convidaram para ir até o centro do estúdio, lá posicionaram o microfone, as luzes e de repente eu estava ao vivo.

Eu? Comentarista?

Os primeiros 5 minutos de entrevista foram previsíveis, me perguntaram sobre minha trajetória profissional, projetos no qual eu faço parte, gosto pela profissão… O bate papo estava tranquilo, eis que o apresentador resolve perguntar minha opinião sobre a final do paulistão. Eu travei, afinal nunca havia comentado nenhum jogo, muito menos ao vivo, sem contar em uma televisão. Respirei fundo e prossegui. Me saí melhor que o imaginado, quando me dei conta, estava debatendo futebol, com homens, em um programa ao vivo. Uma grande conquista pessoal para mim, e acredito que para muitas mulheres que sonham um dia em ocupar esse cargo de debate, bate bola etc. Quando ia acabar, logo mandei beijos e abraços para os que mais me apoiam na vida: meu pai e minha mãe, e também para minhas amigas do Ela Na Copa.

Quando o produtor avisou que já havia acabado, a tensão acabou, o respiro aliviado e de que eu havia mandado bem veio como uma espécie de prêmio. Parecia um sonho, que não era real o que eu havia acabado de realizar. Eu que sempre amei televisão e câmeras, tive a oportunidade de discutir o esporte que eu mais amo, algo que eu sempre almejei desde que entrei no curso de jornalismo.

As luzes do estúdio então se apagaram, a porta se fechou, era hora de ir embora, mas antes um convite do colega comentarista “volte sempre, às portas da tv estarão sempre abertas para você”.

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