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Cotidiano

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13 de maio de 2019

Por Wesley de Jesus                                                                          Foto: Photo by Zach Vessels

Com ciência preta
Com a pele preta marcada pelo tempo
Pelo tempo em que não se marque pele
Apele e peça, me diga quanto vale o quilo da peça
Qual preço da carne preta?
Com o selo de qualidade do analfabetismo
Estampado na pele preta dos meus avós

Pelo preto com branco, com amarelo
Que a bandeira branca da paz, seja preta
Pelos pretos, pelos pobres, pelos pobres
Brancos ou pretos

Ou pelo passado preto sujo de sangue… azul
Como céu que tanto amam
Mas os melhores amores?
Foram feitos pelo preto da noite

A falta de preto em lugares refinados
Mostra o erro da moda, a mistura das cores
Preto? Apenas detalhes, enfeites
Ou la por atuar o preto, no filme de preto

Contam a vida de preto, com os homens de preto
Que as almas sejam pretas
E escravizem o preconceito do intelectual religioso
Que por fim, é moreno

E que o sorriso branco, amarelado ou preto
Nos lembre que nascemos preto, branco e amarelado
Mas não preconceituosos, espero resposta da ciência
Provando que precisamos de muito mais “negra” não só na consciência

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