Reportagens

Artes plásticas: as mulheres também fazem parte da história

8 de maio de 2019

Por Gabrielli Silva                                                                                          Foto: Timon Klauser

Quando aprendemos sobre história da arte ouvimos, majoritariamente, nomes de artistas homens. Leonardo Vinci, Monet, Van Gogh, Picasso, Salvador Dalí, entre outros. Quando pesquisamos as pinturas mais conhecidas, são obras de artistas homens que aparecem. Mona Lisa, O Grito, Guernica, quadros que quase todo mundo conhece, feitos por pintores. Mas e a mulheres? Onde elas estavam durante todo esse tempo na história da arte? Elas só serviam como musas inspiradoras? Não existiam mulheres artistas?

Hoje, em comemoração ao Dia do Artista Plástico, eu preciso que você reflita sobre as questões acima. Até mesmo quando comecei a buscar saber mais sobre a participação das mulheres na história da arte foi difícil encontrar. Há sim mulheres que se destacaram na arte, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Frida Kahlo, mas ainda sim são poucas.

Assim como em muitos segmentos da nossa sociedade, nas artes plásticas não foi diferente: durante muito tempo as mulheres foram deixadas de lado. Eram tratadas apenas como musas e não tinham espaço como artistas. Antes do período modernista, eram apenas considerados artistas aqueles com formação acadêmica e, como as mulheres só puderam estudar e se formar em universidades bem mais tarde que os homens, elas não eram consideradas artistas, e sim amadoras.

Cada vez mais as mulheres vêm reivindicando seus espaços, mas ainda há dificuldades, como afirmou a artista plástica e professora da Unesp, Regilene Sarzi. “Enfrentei e enfrento problemas por ser mulher sim, trabalho com compromisso e sei que tenho qualidade no que faço, mas sinto que o reconhecimento não é na mesma medida com relação aos colegas homens”.

Mulheres na história da arte

Ainda com o objetivo de chamar a atenção para o papel das mulheres na história da arte, aqui temos algumas mulheres que foram importantes, mas ouvimos falar pouco. E, caso você queira se aprofundar mais no assunto, veja a matéria “Onde estão as mulheres na história da arte?”.

ABIGAIL DE ANDRADE

Nasceu em 1864, em Vassouras, interior do Rio de Janeiro. Foi a primeira artista plástica a ser premiada, em 1884. A premiação foi da Exposição Geral de belas Artes. E, apesar de ter tido um certo reconhecimento, nenhum museu público tem alguma obra sua.

GEORGINA ALBUQUERQUE

 

Nascida em Taubaté em 1885, foi a pintora que introduziu o impressionismo no Brasil. E diferente dos pintores focados em representar batalhas, ela pintou a Princesa Leopoldina como uma figura heroica, em uma reunião de Conselho de Estado. Georgina também era sufragista, defendia o direito de voto a todos, independente de raça, sexo ou poder econômico.

DINORAH CAROLINA AZEVEDO

Nasceu no Rio de Janeiro em 1890. Passou a estudar na Escola de Belas Artes a partir 1905. Recebeu medalha de ouro no curso de gravura de medalhas de pedras preciosas. Se tornou professora Catedrática de Gravura e lecionou na Escola Nacional de Belas Artes.

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